Rodada de Negócios do setor de rochas gera quase US$ 2 mi em negócios e projeta outros US$ 3,7 mi em novos contratos

Por Flávia Santanna, com informações da Centrorochas

Nem toda negociação começa quando o contrato é assinado. No setor de rochas, muitas vezes ela começa antes, na conversa certa, com o interlocutor certo, no momento em que o mercado pede novos caminhos.

Durante a Marmomac Brazil 2026, a Rodada de Negócios organizada pelo setor foi menos sobre volume imediato e mais sobre direção. Em dois dias de agenda, o que se construiu ali aponta para um movimento mais amplo: reposicionar o Brasil em um cenário internacional que já não se sustenta apenas nos mesmos mercados de sempre.

Os números ajudam a abrir essa leitura. Foram US$ 1,9 milhão em negócios fechados e uma projeção de US$ 3,7 milhões em contratos em andamento. Mas, mais do que o resultado financeiro, o que se destaca é a qualidade das conexões. Foram 269 reuniões presenciais, organizadas em encontros de 30 minutos, conectando 24 empresas brasileiras a 16 compradores internacionais. Esse formato encurta etapas, aproxima, testa interesse e acelera decisões iniciais. Ao final, 135 novos contatos comerciais foram estabelecidos, e é nesse tipo de base que o médio prazo começa a se desenhar.

A presença internacional reforça essa mudança de postura. Compradores de sete países participaram da rodada: Austrália, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Índia, Itália, México e Polônia. Mais do que diversidade, isso indica intenção. O setor começa a distribuir melhor sua atuação, reduzindo a concentração em mercados tradicionais e buscando maior estabilidade no longo prazo.

Esse movimento ganha ainda mais peso quando se observa a origem de parte dos compradores. Alguns deles, vindos do Oriente Médio e da Índia, não tinham qualquer relação comercial prévia com o Brasil.

“Conseguir trazer compradores que ainda não tinham relação com o Brasil mostra que estamos ampliando o alcance da nossa atuação.”

- Thiago Fukuda, gerente do projeto setorial.

A rodada foi conduzida pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a ApexBrasil, dentro do programa It’s Natural - Brazilian Natural Stone.

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Divulgação: Centrorochas

Aqui vale um ponto importante. A Centrorochas é a entidade que representa o setor de rochas naturais no Brasil. Atua diretamente na articulação entre empresas, na defesa de interesses da indústria e, principalmente, na construção de estratégias para ampliar a competitividade do país no mercado internacional. Já a ApexBrasil entra como braço de promoção comercial do governo brasileiro. É quem estrutura e viabiliza ações como essa, conectando empresas nacionais a compradores estrangeiros, organizando missões, rodadas e presença em feiras globais.

Quando essas duas frentes se encontram, o que se tem não é só uma agenda de reuniões. É uma estratégia coordenada de posicionamento internacional. E essa estratégia tem um objetivo claro.

“Ampliar conexões e reduzir a dependência de mercados tradicionais é um passo necessário para sustentar o crescimento do setor e viabilizar a meta de atingir US$ 3 bilhões em exportações até 2030.”

- Tales Machado, presidente da Centrorochas.

No fim, a Rodada de Negócios funciona como um recorte do momento atual do setor, que passa por uma mudança clara em direção a uma atuação menos concentrada, mais diversificada e menos dependente de mercados tradicionais, com um esforço consistente na construção de presença internacional e, sobretudo, com uma leitura mais estratégica sobre onde e com quem o Brasil quer fazer negócio daqui pra frente.

Os dados apresentados nesta matéria têm como base informações divulgadas pela Centrorochas.

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