Data Business Logística: Espírito Santo se consolida como ponte do Brasil com o mundo

Por Flávia para marbows

Vitória recebeu hoje (11/09/25) o Data Business Logística, evento da Apex que colocou sob os holofotes o papel do Espírito Santo como elo estratégico entre o Brasil e o mundo. 

O encontro foi além das análises macro de logística e infraestrutura, servindo como fórum para discutir os gargalos que afetam diretamente setores exportadores, em especial o de rochas ornamentais, que carrega cerca de 80% das exportações brasileiras da cadeia.

Roberto Amorim, diretor superintendente da Ecovias, apresentou dados que reforçam a urgência de obras como a duplicação da BR-101 até Cachoeiro de Itapemirim. A rodovia é mais que uma estrada, é a artéria por onde circulam caminhões carregados de mármore e granito que saem do Sul capixaba rumo a portos e centros de distribuição. A promessa de novos pontos de parada para caminhoneiros, como no km 420 em Cachoeiro e também em João Neiva, também dialoga com o setor: quanto mais seguras e eficientes forem as rotas, menor o custo logístico, maior a competitividade internacional das empresas locais.

No campo político, Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa, foi categórico ao defender que o Espírito Santo tem investido mais que a União e até que São Paulo em infraestrutura, segurança jurídica e atratividade para empresas. Mas o ponto que mais repercutiu para o setor de rochas foi a sua fala direta sobre o tarifaço dos Estados Unidos. Marcelo reconheceu que já houve queda nas movimentações e garantiu que a Assembleia irá deliberar sobre como ajudar o setor a superar esse impacto, colocando o tema na pauta da próxima semana e levando propostas ao governador. 

“É um movimento que pode dar ao setor não apenas um respiro, mas um sinal claro de que a política estadual entende sua relevância econômica e estratégica”.

Marcelo Santos – Presidentes da ALES

A comparação com Santa Catarina, outro estado pequeno que soube transformar logística em vantagem competitiva, serviu de alerta: o Espírito Santo precisa acelerar, não apenas para manter o ritmo, mas para proteger sua principal indústria de exportação.

O recado de Leo Conick fechou o debate: depender de um único mercado é um risco que mina previsibilidade. O setor de rochas precisa diversificar destinos e contar com uma malha logística eficiente para transformar oportunidades em contratos assinados, sem a vulnerabilidade de depender apenas dos Estados Unidos.

O Data Business Logística mostrou que a pauta de infraestrutura não é abstrata e que atravessa a vida do caminhoneiro que precisa de um ponto de apoio, do arquiteto que especifica quartzito capixaba em projetos internacionais, do pequeno empreendedor que depende de estradas seguras e, principalmente, do exportador de rochas que precisa de custos logísticos competitivos e de amparo político para sobreviver em mercados cada vez mais incertos.

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