Estratégias das rochas capixabas no cenário internacional e nacional

Por Flávia para marbows

Em entrevista concedida durante a 36ª edição da Cachoeiro Stone Fair, Fabio Cruz, vice-presidente do Centrorochas, trouxe uma visão estratégica sobre o presente e o futuro do segmento de rochas capixabas.

Fábio destacou como o setor de mármore, granito e quartzito mantém sua força tanto no abastecimento nacional quanto na expansão internacional, graças à complementaridade das grandes vitrines do setor e ao alinhamento das empresas frente aos desafios de mercado.

Diversidade de eventos, foco em resultados

Fabio Cruz enxerga nas feiras especializadas, como a Cachoeiro Stone Fair, o principal vetor de negócios para o setor brasileiro, aproximando profissionais e compradores de todo o país e América Latina.

“Enquanto a feira fortalece a cadeia produtiva e estimula relacionamentos comerciais, iniciativas em mercados internacionais ampliam o reconhecimento das rochas capixabas e abrem novas frentes para mármore, granito e quartzito,”

Fábio Cruz – Vice Presidente do Centrorochas

O vice-presidente do Centrorochas ressalta que cada vitrine cumpre um papel: uma voltada ao giro interno, outra para a demanda externa, sempre ajustando estratégias conforme a especificidade de cada mercado.

O desafio do tarifaço

O tema do tarifaço foi tratado com firmeza por Cruz, segundo ele, cerca de 85% das pedras naturais consumidas nos Estados Unidos são importadas, com as rochas capixabas ocupando posição de destaque.

“Estamos junto a entidades e órgãos do governo americano, buscando sensibilização para incluir os granitos e mármores brasileiros na lista de exceções tarifárias. Além disso, a diversificação de mercados é prioridade, mesmo diante de barreiras técnicas e culturais,” explica o executivo, reforçando que o setor atua em duas frentes: defesa institucional e ampliação de parcerias porta-a-porta.

Entender segmentos e adaptar estratégias

Para Fábio, o segredo está em compreender como cada país consome pedra natural. “Nos Estados Unidos, a bancada de cozinha e banheiro é o principal interesse; no Oriente Médio, o foco é revestimento, paisagismo e projetos arquitetônicos diferenciados. Por isso, a comunicação e abordagem comercial do setor de rochas capixabas precisa ser segmentada e inteligente,” analisa. Cruz enfatiza a importância de saber com quem dialogar em cada mercado: distribuidores, especificadores ou compradores, dependendo da região e das necessidades locais.

Plataforma internacional e futuro do setor

Cruz revelou detalhes sobre a iniciativa em colaboração com a Câmara Árabe e a Câmara de Dubai, visando criar uma plataforma que facilite o acesso das rochas capixabas ao mercado do Golfo, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Omã e Norte da África. “A maior queixa dos arquitetos e designers locais é onde encontrar pedra brasileira,” diz. Consolidar a presença nesses centros urbanos é visto como um passo fundamental para ampliar oportunidades de exportação de mármore, granito e quartzito.

O recado de Fábio

Fabio Cruz conclui ressaltando que, para o setor de rochas capixabas, eventos como a Cachoeiro Stone Fair funcionam como base para abastecimento e relacionamento, mas o avanço vem da capacidade de ajustar estratégias e diversificar mercados, especialmente diante do tarifaço e das mudanças econômicas globais.

“O movimento já começou nos corredores da feira, mas o futuro depende da nossa habilidade em transformar relacionamento em contratos, levando as pedras do Espírito Santo para o mundo,” resume o vice-presidente.

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