Por Flávia, para Marbows
Em entrevista à Marbows, Flávia Milaneze, da Milanez & Milaneze foi direta: a Marmomac Brazil não é “mais uma feira”, é um movimento que fecha um ciclo e abre outro. Depois da pandemia, o setor percebeu uma coisa incômoda: lá fora a pedra brasileira já é desejo, aqui dentro ainda tem muita gente que nem sabe o que o Brasil tem na mão.
Ela explicou por que São Paulo é o tabuleiro certo: é onde a informação vira tendência, onde o especificador decide, onde a conversa ganha escala, quando você coloca a marca Marmomac no Brasil e ainda no coração do mercado, você amplifica a mensagem e coloca o setor no holofote, simples assim.
E ficou uma provocação no ar: pedra natural não é só produto, é história. O setor tem concorrentes, tem materiais “fáceis”, tem atalhos, mas quando a pedra é explicada, quando a origem e a qualidade entram no contexto, ela vira imbatível. O problema nunca foi a pedra, foi a narrativa.
Para 2026, ela soltou um spoiler estratégico: a feira vai educar o mercado do jeito certo, com uma exposição em quatro atos, começando pela origem geológica, a tal “linguagem por trás do produto”. E, segundo ela, os expositores já entenderam a mudança: não basta chapa na parede, precisa gerar desejo e confiança. Agora a pergunta é simples: sua empresa vai só aparecer, ou vai ser lembrada?
São Paulo já está com a agenda marcada: de 24 a 26 de fevereiro de 2026, a Marmomac Brazil volta ao Distrito Anhembi, das 10h às 19h, para sua segunda edição. A Marmomac Brazil não é “só mais uma feira” do setor, ela é a consolidação de uma plataforma que conectou, logo na estreia, mais de 12 mil visitantes, cerca de 200 marcas expositoras e presença internacional de 75 países, reunindo indústria, compradores, arquitetura e construção em um mesmo ambiente de decisão.
O setor de rochas naturais vive um momento de consolidação e para Flávia Milaneze, a Marmomac Brazil representa um marco nesse processo, ao coroar e complementar anos de ações voltadas à promoção do setor. O cenário pós-pandemia trouxe mudanças importantes no mercado e no consumo interno, evidenciando um paradoxo: enquanto o Brasil avançou no reconhecimento internacional, ainda existe, internamente, um desconhecimento sobre a qualidade e a diversidade da pedra natural brasileira.
É nesse contexto que São Paulo deixa de ser detalhe logístico e vira decisão de posicionamento. A cidade concentra tomadores de decisão, especificadores e influências de tendência, com acesso e deslocamento que facilitam o encontro. Resultado: a feira opera como amplificador. Quando o setor se reúne, a pauta institucional ganha palco, a pauta comercial ganha escala e a pauta de relacionamento ganha método.
A virada de narrativa: de “produto” para “história”
Uma frase dela resume bem a maturidade que o setor está construindo: “a gente precisa se apropriar dessa história e a gente precisa contar”. Não é retórica. A pedra natural concorre atenção com superfícies industrializadas, materiais sintéticos e promessas de padronização. O que muda o jogo é transformar atributos técnicos e estéticos em narrativa: origem, tempo geológico, sustentabilidade, aplicação e valor cultural. Quando a informação chega com clareza, o produto deixa de ser apenas uma “chapa” e vira especificação, desejo e escolha com contexto.

Foto: Centrorochas
O que 2026 sinaliza: mais área, mais conteúdo, mais palco
O Distrito Anhembi, por si só, já indica o tamanho da ambição, e a comunicação do espaço fala em retorno com o dobro da área da edição anterior e o detalhe mais interessante está na curadoria. Flávia Milaneze adiantou que a edição de 2026 vem com uma exposição concebida para traduzir pedra natural como conhecimento, não apenas como vitrine: “a gente vai dividir essa exposição em quatro atos”, começando pela “origem da pedra, formação geológica”, justamente para valorizar o produto pela linguagem que existe por trás dele.
Isso conversa diretamente com um comportamento que já apareceu na estreia e tende a crescer: estandes menos “catálogo” e mais “conceito”. Fortalecer marca, abrir mercado, fechar negócios, tudo isso continua sendo objetivo, mas agora com uma camada adicional: confiança do especificador, repertório do arquiteto, segurança técnica do comprador. O visitante não vai só ver material, vai entender por que a pedra natural é insubstituível em certos projetos.
Uma feira como plataforma, não como evento
Quando a Marmomac se conecta ao Brasil, existe um componente histórico e simbólico que pesa. A marca Marmomac representa uma vitrine global da cadeia da pedra natural, com origem e legado construídos ao longo de décadas, e a edição brasileira se encaixa nessa lógica: método, rede, governança, consistência, não improviso. É isso que transforma a contagem regressiva de 2026 em algo maior do que a expectativa de pavilhão cheio. Estamos falando de um encontro que ajuda a reposicionar o Brasil como protagonista não só em volume e capacidade industrial, mas em inovação, design e influência de mercado, com uma vitrine que coloca o setor inteiro sob holofote por três dias e gera efeitos por doze meses.
Até fevereiro, o setor tem um convite claro: menos pressa para “vender pedra”, mais intenção de construir significado. A Marmomac Brazil 2026 está chegando, e o que estiver bem contado, bem apresentado e bem posicionado tende a valer mais do que o que estiver apenas exposto.
Confira a programação completa no site oficial da Marmomac Brazil.






